Uma criança nasce em uma noite de lua cheia, em um vilarejo escondido dentro de uma floresta. Ela é diferente de todos os demais.

A CASA DE ÖRYON
A casa de Öryon fica na vila dos Elenimë, na encosta da montanha. Na sala, a mesa de madeira escura reúne as refeições e as conversas com os pais. A despensa guarda frutas, cereais e ervas; o cheiro da comida e o calor da lareira fazem parte da vida que ele conhece antes de viajar.
Do lado de fora, há um pequeno campo onde seu pai o espera para os treinos. A rotina da vila, as amizades e o que sua família espera dele fazem parte dos primeiros capítulos.
VILA ELENIMË
As páginas de abertura do livro trazem o mapa da vila onde Öryon cresceu. Ali estão a Torre de Tahar, a Praça Prateada e o caminho até a casa dele, cercados pela floresta. A leste, as montanhas guardam Usteri Ilhön.
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A CRIANÇA LUNAR
Em uma noite de lua cheia, uma criança nasce em um vilarejo escondido na floresta. Entre os Elenimë, devotos da Qiellör da Lua, Öryon cresce diferente dos demais, cercado por segredos que ainda não compreende.
Ele sonha em conhecer Tëimur e descobrir o que existe além de sua vila. Seu futuro, porém, já foi decidido por outros. Conforme os caminhos do mundo se abrem diante dele, Öryon precisará descobrir quem deseja ser e até onde está disposto a ir para escolher seu próprio destino.
Primeiro volume da trilogia Memórias de Tëimur, A Criança Lunar apresenta um universo com uma língua própria, o Allusaër, e um poder chamado Onulë, a Essência, cujo domínio permite feitos extraordinários. A obra reúne a atmosfera da fantasia clássica e influências de RPGs, animes e mangás em uma jornada de descoberta, na qual os vínculos de Öryon com seu povo são postos à prova.
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A Vila ficava no extremo nordeste de Einmaröt, uma floresta imensa e antiga. Algumas de suas árvores eram tão largas que se podia morar dentro delas; outras subiam tanto que ninguém jamais vira onde terminavam. Os antigos diziam que, na aurora dos tempos, a própria Qiellör da Caça vivera ali, cuidando das criaturas e das plantas, e que seu poder ficara entranhado na terra. Por isso, as árvores de Einmaröt cresciam além do que qualquer árvore deveria.
— Tër Qmedur, senhora, a senhora tem alguma... — O soldado à sua frente não conseguia terminar a frase. Buscava um ar que não vinha.
— Respire, femihai. Assim não entendo nada.
— Perdão. — Ele apoiou as mãos nos joelhos, respirou duas vezes e endireitou as costas. — Fui mandado saber como ela está.
— Ela é forte. Está travando a batalha mais difícil de sua vida.
O rapaz empalideceu e baixou os olhos para as próprias botas, demorando-se nelas antes de juntar coragem para voltar com aquela resposta.
— Diga a ele que tudo deve se resolver em algumas horas. Ela está bem, está estável. Isso é tudo o que posso dizer por agora. Cienna.
— Cienna Omë.
A Criança Lunar · Prólogo


