
HUMANOS
Os Irim são um dos povos mais numerosos e disseminados de Tëimur. Tons de pele, olhos, cabelos, estaturas e compleições variam amplamente entre suas populações, moldadas por gerações vivendo em climas distintos. Sua vida é mais breve que a de alguns povos longevos, e as gerações humanas sucedem-se com maior rapidez. Costumes, cidades e formas de governo podem mudar ao longo de períodos que outras raças ainda guardam na memória pessoal.
É em Sulária que os Irim possuem alguns de seus maiores reinos e cidades. Primícia abriga Esplendor, a maior e mais populosa cidade de Tëimur, reconhecida pela hospitalidade humana e pela presença de habitantes vindos de diferentes continentes. Não existe uma única cultura Irim: arquitetura, alimentação, vestimentas e tradições podem mudar profundamente entre dois reinos humanos.
Essa capacidade de adaptação tornou os Älirim presentes nas rotas comerciais, viagens marítimas e relações entre diferentes povos. Constroem comunidades em lugares distintos e incorporam conhecimentos estrangeiros. Esplendor cresceu também pela presença de outras raças e tornou-se um dos grandes pontos de encontro de Tëimur.

ELFOS
Os Eiravi são humanoides de orelhas longas e pontiagudas, feições delicadas e constituições geralmente esguias. Cabelos, olhos, tons de pele e estatura variam entre famílias e regiões. Vivem consideravelmente mais que os Irim e amadurecem sob uma percepção diferente da passagem dos anos. Um Eiravi pode conservar lembranças de acontecimentos que, para povos de vida mais curta, já pertencem às histórias de pais e avós.
Grande parte de suas sociedades está associada a Arkandël. Danlien, Terilegur e Kulnalësi desenvolveram identidades próprias: o ambiente, a história e a relação de cada região com povos vizinhos produziram diferenças de costumes e de abertura ao exterior.
A longevidade influencia sua maneira de enxergar o mundo. Conhecimentos podem permanecer com o mesmo indivíduo durante períodos enormes, e acontecimentos antigos não precisam sobreviver apenas em livros. A relação com memória e tradição assume formas distintas entre os Eiravi, cuja vida longa acompanha um mundo em transformação.

ANÕES
Os Pako são humanoides de baixa estatura, estrutura larga e constituição robusta. Possuem proporções próprias, com ossatura resistente e musculatura compacta. Cabelos e barbas podem crescer espessos, sobretudo entre os homens, e há variedade de cores de pele, olhos e cabelos. Vivem mais que os humanos.
Os Älpako estabeleceram comunidades importantes entre as montanhas e os vales do oeste de Arkandël. Ali estão Okeoder e Okeldur, territórios em que pedra, altitude e profundidade fazem parte da vida cotidiana. Em Okeldur encontra-se Ilonëdan, ligada às grandes formações montanhosas da região.
A convivência secular com ambientes rochosos influenciou construções, caminhos e técnicas. Seus conhecimentos de arquitetura, mineração e trabalho de materiais são tradições culturais desenvolvidas durante gerações. Entre os Pako há também agricultores, estudiosos, comerciantes, guerreiros e viajantes: cada indivíduo encontra seu lugar nessa civilização.

ORCS
Os Stiloer estão entre os povos humanoides fisicamente mais robustos de Tëimur. São geralmente altos, de ombros largos e musculatura pronunciada, com tons de pele que variam entre comunidades. Presas inferiores, mandíbulas fortes e feições marcantes estão entre seus traços mais reconhecíveis.
A constituição dos Stiloer favorece grande força física, mas não determina suas escolhas. Entre eles existe a mesma variedade de temperamentos, vocações e capacidades intelectuais encontrada nos demais povos.

FADAS
As Anë são humanoides feéricas reconhecíveis por suas asas e pelas características que as distinguem dos demais povos. Suas particularidades físicas, assim como as diferenças entre indivíduos e linhagens, fazem parte de sua identidade.
Seu lar é Iellail, a Floresta Estrelada, no leste de Gaulan. Árvores enormes de folhas púrpuras, lilases e rosadas formam uma copa tão densa que pouca luz solar alcança a mata, criando a impressão de uma noite permanente. Bondosas e cuidadosas, as Anë tornaram-se reservadas em relação ao exterior depois da grande guerra ocorrida há milênios.
As Anë mantêm uma antiga aliança com os Dergur, simbolizada pela Floresta das Cores, criada com sementes dos dois reinos. Ali acontecem cerimônias e festivais que renovam seus laços. Enquanto protegem Iellail do mundo exterior, preservam essa amizade com o povo em quem aprenderam a confiar.

GNOMOS
Os Dergur são humanoides de pequena estatura, menores que a maioria dos povos de Tëimur, com proporções e feições próprias. Cabelos, olhos, pele e constituição variam entre eles. Vestimentas, ornamentos e materiais expressam sua relação cultural com Priallus.
Os Äldergur habitam principalmente Priallus, no oeste de Gaulan. Grande parte do reino está sob uma floresta cujas folhas permanecem douradas, marrons e castanhas. O lugar é conhecido como Beleza Esplendorosa e Terra-de-sempre-outono. O orgulho dos Dergur aparece até no nome grandioso escolhido para seu reino.
Sua relação com as Anë constitui uma das bases culturais de Gaulan. A Floresta das Cores é o símbolo físico dessa aliança e recebe celebrações compartilhadas. Os Dergur preservam sua identidade ao mesmo tempo que mantêm uma amizade duradoura com outro povo, em um continente de difícil acesso e cauteloso diante de estrangeiros.

GIGANTES
Os Hilne são humanoides de proporções extraordinárias e constituem a maior das raças civilizadas conhecidas de Tëimur. Seus corpos são grandes e fortes, e sua sociedade constrói cidades, forma famílias e desenvolve uma cultura própria. São raros fora de suas terras: muitos habitantes do mundo conhecem gigantes apenas por histórias.
Vivem principalmente em Tulësev, a Terra dos Cinco Faróis, no norte de Dëlevar. Montanhas e mares formam barreiras naturais ao redor de seu território. Eiaöder oferece isolamento ainda maior: a ilha é dominada por grandes montanhas e cercada por águas violentas que poucos navegadores conseguem atravessar.
Os Älhilne mantêm suas cidades protegidas e controlam cuidadosamente o acesso de estrangeiros. Poucos deixam seus territórios e ainda menos visitantes conhecem suas comunidades. Encontrar um gigante longe de Dëlevar é, por isso, uma experiência pouco comum.

POVO DO MAR
Os Nerinimë são o Povo do Mar de Tëimur. Tritões e sereias pertencem ao mesmo povo: Nerin designa o tritão e Säme, a sereia. Compartilham uma identidade marítima e adaptações à vida nos oceanos. Tons de pele percorrem azuis, verdes e roxos, acompanhados por padrões de outras tonalidades; olhos largos, cabelos claros ou escuros e ornamentos de conchas e pérolas ajudam a distingui-los.
Breteia, em Dëlevar, é seu grande ponto de contato com a superfície. Ali estão cidades e habitações acessíveis aos demais povos, tornando o reino uma ponte entre as civilizações terrestres e aquelas que vivem sob as águas. Grande parte da civilização Nerinimë permanece além da experiência cotidiana de quem vive em terra.
Nerin e Säme compartilham suas cidades e sua sociedade; as diferenças entre eles não representam duas civilizações separadas. Nerinimë permanece o nome de sua identidade coletiva: um único Povo do Mar, internamente diverso, cuja vida marítima influencia sua aparência, sua cultura e sua relação com o mundo.

POVO-FERA
Os Irinime são humanoides com diferentes combinações de traços animais. Conforme a tribo e a ascendência, apresentam formas distintas de rosto, pelagem, garras, chifres e caudas. Dois Älirinime podem ser visualmente muito diferentes e pertencer ao mesmo povo. As tribos são fundamentais para compreendê-los.
Seu grande reino em Dëlevar chama-se Arvan. A capital, Ponta Lascada, é conhecida como a cidade que nunca dorme. Segunda maior cidade de Tëimur, é um centro de comércio e circulação. Os Arvan são calorosos, festivos e recebem estrangeiros; seus comerciantes atravessam os reinos em busca de mercadorias e alianças.
Em Allusaër, Arvan significa “peludo”. Outros povos usavam a palavra para diminuir os Irinime, mas eles a tomaram para si com orgulho. A antiga ofensa tornou-se identidade e, depois, o nome de seu reino. Irinime continua sendo o nome da raça; Arvan expressa esse pertencimento conquistado.

GOBLINS
Os Vahivall são humanoides de pequena estatura e constituição geralmente enxuta. Possuem feições angulosas e olhos adaptados à pouca luminosidade. Tons de pele variam entre verdes, cinzentos e ocres, enquanto braços e mãos ágeis favorecem atividades de precisão. Diferentes comunidades apresentam suas próprias variações de aparência e vestimenta.
Sua presença está ligada a Älpellokë, a Terra das Cavernas. Comunidades goblinoides ocupam regiões subterrâneas e desenvolveram modos de vida adequados a galerias, rochas e escassez de luz natural.











